Como tirar o maior proveito de um processo de coaching?

Num processo de coaching, intervêm, normalmente, duas pessoas: o Coach e o Coachee (cliente). Nesta relação, tem sido mais que provado ao longo dos anos que resultados positivos no final do processo dependem mais do Coachee do que do Coach, uma vez que Coaches não ensinam nem aconselham; ajudam o Coachee a aprender por ele próprio, utilizando ferramentas, conhecimento e capacidades específicas para o efeito. Por este motivo, o que torna os resultados de um processo de Coaching mais ou menos positivos, é o cliente QUERER aprender, mudar e crescer.

Posto isto, existem seis pontos principais que devem ser feitos pelo cliente:

  1. Escolher o coach certo: na altura de escolher, é importante escolher o Coach certo, sendo essencial ter alguma experiência, mas não precisando necessariamente de ser um expert. É também importante ter em conta que o Coach deve ser alguém com que o cliente se sinta à vontade para conversar, mas que por outro lado, também o desafie.
  2. Saber o que quer/estabelecer prioridades: quando se entra num processo de Coaching, é extremamente importante saber a direção em que se quer seguir, ou seja, saber o que se pretende. Maior sucesso escolar? Maior produtividade profissional? Aprender a gerir emoções? Motivação para mudar? O trabalho do Coach é precisamente ajudar a alcançar um objetivo, sendo a responsabilidade do cliente delinear essa mesma meta.
  3. Ser honesto para com o Coach, e para consigo próprio: o Coaching toca frequentemente em pontos sensíveis da vida ou do passado do Coachee, sendo bastante importante que este se abra em relação a estes aspetos, sem os omitir ou esconder. A relação de Coaching é então a situação perfeita para falar destes aspetos, por ser precisamente uma relação segura e confidencial onde o cliente pode explorar e testar o seu pensamento.
  4. Ter a coragem para “sair da caixa”: num processo de Coaching, muitas perspetivas e visões pessoais que o cliente toma por garantidas são postas à prova. É então importante ser-se flexível, e olhar para muitas situações “com outros olhos” de modo a descobrir falhas que não seria possível descobrir sem uma mudança de mentalidade.
  5. Ser paciente: muitas pessoas acabam por desistir de um processo de Coaching após a primeira ou segunda sessão, por não verem resultados imediatos. Um processo de Coaching é isso mesmo: um processo. Por esse motivo, nem tudo se “corrige” numa conversa de 1 hora. É essencial manter a calma e ser paciente para se ver resultados a longo prazo!
  6. Estar preparado para agir, agora: as mudanças na vida do cliente, provenientes de um processo de Coaching, só se vão verificar se o Coachee agir. Numa sessão de Coaching, o Coach e o Coachee refletem sobre as mais variadas situações, e é esperado que a partir do momento em que acaba essa sessão, o Coachee comece imediatamente a agir em conformidade com o que refletiu, para na próxima sessão poder refletir sobre a sua mudança e mudar novamente. E é precisamente este processo que faz com que os resultados sejam cada vez mais notáveis ao longo do tempo.

Um processo de Coaching gira à volta do cliente – aproveite-o ao máximo!

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